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3 de agosto de 2013

Telexfree nasceu como empresa de cosméticos


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vender pacotes de tecnologia VoIP para mascarar o crime de pirâmide financeira, a Telexfree (Ympactus Comercial) iniciou suas atividades em um ramo completamente diferente. O registro daempresa na Junta Comercial do Espírito Santo (Jucees), em 2010, revela que ela surgiu com o objetivo de comercializar cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal no varejo. Procurada, a Telexfree não explicou o porquê da mudança drástica no foco comercial da empresa, em 2012. A Jucees, por sua vez, informou somente que empresas podem fazer esse tipo de alteração nos seus objetivos sociais, desde que a municipalidade permita a realização das atividades sugeridas. Nesta semana, a empresa concluiu uma nova alteração em seu contrato social: deixou de ser a Ympactus Comercial LTDA para se tornar a Ympactus Comercial S/A. A mudança de natureza jurídica de sociedade limitada para sociedade anônima foi confirmada pela Jucees ontem.
A modificação é vista com ressalvas pelos Ministérios Públicos que investigam a companhia. Para o Ministério Público do Estado (MPES), a manobra é uma forma de tentar pulverizar culpas por possíveis crimes cometidos. O promotor Saint’Clair Nascimento Junior sustenta que ao se tornar uma sociedade anônima, dificulta-se o apontamento de responsabilidades de sócios e execução de bens. A promotorado MP do Acre, Alessandra Marques, teme que, com a mudança, divulgadores da Telexfree sejam convidados pela direção da empresa a fazer parte do quadro societário. “Há notícias informais de que querem transformar investidores em acionistas. Aí eles não terão o que pagar aos acionistas, já que eles se tornarão donos da empresa. É uma bomba na cabeça deles”, disse. A promotora acrescentou que a alteração não muda nada nos processos aos quais ela responde, já que eles foram iniciados quando a firma ainda era uma empresa LTDA. Mesmo assim, para Alessandra Marques, a manobra é suspeita. “A cada dia eles se complicam mais. A verdade é essa”, comentou a promotora.

(Gazetaonline)
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Telexfree diz que devolução de dinheiro a divulgadores é inviável
A Ympactus Comercial Ltda-Telexfree não está disposta a ressarcir seus divulgadores. O Ministério Público Estadual (MPE/AC) ingressou com uma ação civil pública para que a empresa devolva o dinheiro investido por pessoas que pagaram para entrar no sistema. Em um ano, a Telexfree atraiu mais de 40 mil pessoas no Estado.

Em um dos recursos interpostos, a defesa da Telexfree alega que seria inviável “a devolução de qualquer valor, posto que todos os Divulgadores, sem exceção, receberam os VOIPs adquiridos nas condições contratuais e poderiam revendê-los a terceiros, ou ainda utilizá-los”.
A Telexfree argumenta ainda que, como os VOIPs pertencem ao patrimônio da empresa e foram entregues aos divulgadores, a devolução do dinheiro, sem a entrega da mercadoria, configuraria ‘enriquecimento ilícito’ das pessoas cadastradas.
O setor jurídico da empresa também não admite o ressarcimento dos valores das comissões recebidas o que a pessoa ganha por conseguir novas adesões.
A Telexfree está com as atividades suspensas desde o mês passado por decisão da justiça que acatou a denúncia do MPE/AC de que a empresa pratica o golpe da pirâmide financeira.

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