Vai começar O Maior São João do Cerrado

Ceilândia, a cidade mais nordestina do Distrito Federal, localizada a 30 quilômetros de Brasília, está em clima defesta para receber mais uma vez “O Maior São João do Cerrado”. A edição 2013, que acontece entre os dias 7 e 11 de agosto no Ceilambódromo, vai homenagear o mestre da arquitetura nacional, Oscar Niemeyer, e receber grandes nomes da Música Popular.
Na abertura da festa, dia 7 de agosto, Solange Almeida e Xandy desembarcam no palcoprincipal com a energia contagiante e os sucessos da banda cearense Aviões do Forró, além da apresentação da banda Mala 100 Alça. No dia 8, as atrações ficam por conta de Geraldinho Lins e da tão badalada gravação do 7º DVD oficial da Banda Calypso, que movimenta a participação de cerca de 300 caravanas de todo o Brasil, e também do exterior. “Joelma pegou a todos de surpresa quando informou ao público, no aniversário de Ceilândia, em março passado, que iria gravar um DVD no ‘O Maior São João do Cerrado’. Nem eu esperava. A musa do Calypso sempre diz que o palco do nosso São João é o mais bonito em que o Calypso toca pelo Brasil. E para a gravação, traz convidados ilustres: Reginaldo Rossi e Amado Batista”, diz a idealizadora da festa, Edilane Oliveira.
Já no dia 9, tem o “Bicho Maluco Beleza”, Alceu Valença, e o baiano Adelmário Coelho. “Vejo o povo da capital do país cantando comigo “Te Amo, Brasília”, em que declaro meu amor pelo Planalto Central. Na minha família, várias pessoas se mudaram para Brasília, pouco depois de a capital ser inaugurada e, por conta disso, a cidade desde sempre esteve em meu imaginário. Brasília que me acolhe como um filho da terra. Quando canto em Brasília me sinto em casa”, afirma Alceu.
No dia 10, é a vez do furacão paraibano Elba Ramalho e do potiguar Amazan colocarem o povo para dançar forró. “Me sinto quase uma madrinha do São João do Cerrado. Tive a honra de participar de todas as edições da festa e sou testemunha do crescimento e da grandeza do evento. Uma festa que acima de tudo, preserva o verdadeiro espírito das festas de São João”, conta Elba.
Banda Flomulengo se apresentou na coletiva de lançamento do evento. Foto: Thiago Silva
No encerramento, dia 11, a cidade de Ceilândia vai receber Wesley Safadão no comando da banda Garota Safada. Ao todo, serão 200 horas de puro forró espalhadosnos cinco dias da festa, que também terá shows das bandas Boka de Sergipe, Karisma, Flomulengo, Nega Malluka, Trio Siridó, Rapadura, Só Pra Xamegar, Nilson Freire, do ator Jackson Antunes, dentre outros. Há também, uma expectativa de que os artistas façam homenagens ao mestre Dominguinhos, falecido recentemente. Edilane conta, emocionada, da participação do sanfoneiro na primeira edição do “O Maior São João do Cerrado”, em 2007. “Quando Dominguinhos desceu do palco, ele me disse: Olhe minha filha, que festão! Já nasceu grande e a tendência é só crescer.” E realmente cresceu...
O maior São João fora de época do Brasil deste ano terá uma estrutura de mais de 60 mil metros quadrados composta por um palco principal de 60 metros de frente e 20 de altura. O palco, em 3D, terá projeções de monumentos de Brasília unidas às cores do Nordeste, utilizando a técnica vídeo-mapping. Além do público do Distrito Federal e cidades vizinhas, caravanas de todas as regiões do país, inclusive do exterior, organizam-se para participar do megaevento, fomentando o turismo no DF. “A estimativa para esse ano é de recebermos 800 mil pessoas, sendo 25 mil turistas, nos cinco dias de evento. O projeto também emprega diretamente 600 pessoas e cria quatro mil empregos indiretos”, confirma Edilane.
O cantinho do nordeste no Distrito Federal, Ceilândia, tem cerca de 132 mil nordestinos e, quando chega o mês de agosto, todos ficam na expectativa de matar a saudade dos estados de origem através do “O Maior São João do Cerrado”. Para isso, serão instalados a Vila Borborema, uma réplica das vilas do interior do país com suas casas coloridas, o nostálgico Sítio Seu João, o coreto, o Museu Mestre Vitalino e a praça do Mamulengo. Comidas típicas do nordeste e três ilhas de forró, chamadas de “Rala Bucho”, “Rabo de Saia” e “Xamego Bom”, e o casamento coletivo compõem as atrações da festa.
“Nosso desejo é que as pessoas entrem e se sintam no Nordeste. O forró vai até o sol raiar”, conta, com entusiasmo, Edilane.
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