DNA confirmou que brasileira que foi morta na Itália estava grávida do chefe
Grigoletto, que era chefe de Marilia, é o principal suspeito de ter assassinado a brasileira, que foi encontrada morta na última sexta-feira
A prisão de Grigoletto foi confirmada na manhã desta quarta-feira, depois de um longo interrogatório iniciado na noite anterior. O italiano assumiu à polícia que tinha um relacionamento amoroso com a vítima, e não descartou que poderia ser o pai do bebê que ela esperava.
A advogada de Claudio, Elena Raimondi, afirmou ao Terra, por telefone, que Grigoletto ainda não recebeu a notícia da confirmação da paternidade. "Eu ainda não falei com ele sobre o resultado do teste, mas como ele acreditava que poderia ser mesmo o pai, mesmo sabendo que ela tinha outros relacionamentos, não creio que ficará surpreso", disse ela.
Sobre as provas - que, segundo o Ministério Público, complicam a situação de Claudio Grigoletto -, a advogada foi categórica: "penso que o meu cliente pode provar que é inocente sim, as investigações ainda não foram concluídas e ele não pode ser considerado culpado, temos que esperar".
A advogada também fez referência a uma nota fiscal encontrada dentro do escritório de Grigoletto. O documento, da última quinta-feira - data da morte de Marília -, comprova a compra de amônia e ácido.
A prova, segundo a polícia, indicaria um crime premeditado. Elena, no entanto, justifica a compra dos produtos. "Não foram comprados somente amônia e ácido, foram compradas luvas e esponja também, produtos de limpeza que serviriam para limpar o escritório depois da volta das férias, já que a empresa ficaria muitos dias fechada", disse.
A polícia trabalha com a hipótese de que Claudio Grigoletto queria "eliminar o problema", porque seria o pai do filho de Marília, o que colocaria em risco o seu matrimônio. Ele teria tentado simular um suicídio da brasileira.
A advogada afirmou que esteve com o cliente na manhã desta quarta-feira, e que a única preocupação dele no momento é com a família. "Ele está muito preocupado não com ele, mas com as filhas pequenas e com a mulher, que está no período de pós-parto", disse Elena Raimondi.
O pai e o irmão de Marilia chegaram à Itália nesta quarta-feira e estiveram no Tribunal de Bréscia. A advogada disse que ficou sabendo da chegada da família, mas não os encontrou.

FONTE: Terra
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